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Morcegos: Verão é período de maior movimentação e risco de contato também cresce

Publicada em 06/01/22 às 18:12h - 35 visualizações

por TV Jundiai Hoje


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Morcegos são mamíferos e protegidos por lei  (Foto: TV Jundiai Hoje)
O avistamento de morcegos é maior no início do ano, principalmente em função do aumento da população ocorrida no semestre anterior. Muitos exemplares acabam se dispersando e tendo dificuldade de retornar para o abrigo. Por isso, podem adentrar residências e automóveis, ficando pendurados nas cortinas e janelas, caídos nas sacadas dos prédios ou nos quintais. Apesar de não serem reservatórios naturais de doenças, alguns exemplares podem estar contaminados pelo vírus da Raiva. Dessa forma, os técnicos da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), orientam a não mexer nesses animais, mesmo quando encontrados mortos.

“Como todo mamífero, os morcegos podem contrair o vírus da Raiva e transmitir para outros animais ou pessoas. No nosso trabalho de vigilância, temos encontrado exemplares positivos todos os anos”, informa o gerente da VISAM, dr. Carlos Ozahata. No entanto, faz um alerta: ” Esses animais são protegidos por lei em função de sua importância ambiental; promovem  o controle de populações de insetos e realizam a polinização das plantas, mesmo em centros urbanos. Por isso, não devem ser pegos ou mortos.”


Morcegos são mamíferos e protegidos por lei

O que fazer?
Caso o munícipe encontre algum exemplar, vivo ou morto, em situação de suspeita de Raiva (caído no chão, pendurado em cortinas ou telas de janelas, dentro de veículos, no interior de armários, etc), recomenda-se não mexer nele. Se estiver no chão, colocar um balde ou pote para evitar que se disperse no ambiente; caso esteja dentro de um quarto, fechar a porta para que nenhuma pessoa ou animal tenha contato com ele. Comunicar imediatamente a VISAM através do número 156 da PMJ.

Lembre-se: nunca toque diretamente no morcego. E mantenha os cães e gatos afastados do local. No ano de 2021 foram mais de 100 exemplares capturados em uma dessas condições e dois eram positivos para a doença. Em 2020 foram 112 capturas e seis positivos. Ozahata lembra que a Raiva é uma doença 100% fatal tanto para animais quanto para as pessoas. Por isso, todo cuidado ao lidar com essa espécie animal é necessário. Recomenda, ainda, vacinar os cães e gatos todos os anos contra a Raiva.

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ




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